quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SEDENTARISMO NA GRAVIDEZ PODE GERAR DIÁSTASE ABDOMINAL. FISIOTERAPIA PODE AJUDAR!

A cantora Sandy lançou luz recentemente a um problema pouco comentado: diástase pós-gravidez. Trata-se de uma depressão que segue da área dos seios até o umbigo, causada pela separação do músculo reto abdominal, em decorrência das modificações da região na gestação, facilmente identificada por meio de um exame físico.


“Existem alterações fisiológicas e musculoesqueléticas que por influência hormonal permanecem durante todo período gestacional. A diástase do músculo reto abdominal é uma delas e ocorre quando há uma separação entre os feixes musculares, na linha média (linha alba) com espaçamento superior a 3 cm. Ela pode ser observada em 3 níveis: infraumbilical (abaixo do umbigo), a umbilical que é a mais frequente e a supraumbilical (acima do umbigo) . De diagnóstico predominantemente clinico ela pode ser agravada pela obesidade, gestações múltiplas, macrossomia fetal e poliidrâmnio (aumento de liquido amniótico). Não podemos deixar de dar uma atenção especial aquelas gestantes cuja musculatura abdominal é constitucionalmente flácida.”, explica o ginecologista Carlos Alberto Politano, Diretor da Associação de Obstetricia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Prevenção
Não há formas de prevenir especificamente a diástase de reto, todavia alguns cuidados e hábitos podem minimizar as dores lombares e pélvicas decorrentes do comprometimento postural da gestante. Os cuidados com a alimentação e a atividade física deixaram de ser opcionais e passaram a serem os pilares de uma gestação saudável e agradável. O obstetra, sempre que necessário, deve ter parceria de uma equipe multiprofissional, e especificamente nos casos de diástase do músculo reto a participação do fisioterapeuta e da nutricionista.

Politano destaca que a má postura interfere imediatamente nos feixes musculares, uma vez que, pelo crescimento do abdômen, a curvatura da coluna é alterada. Assim, exercícios devem ser realizados mesmo pelas gestantes que antes eram sedentárias. Algumas das indicações de atividades são caminhadas, hidroginástica, pilates e musculação; este último, apenas com acompanhamento de profissional especializado em treinamentos para grávidas.
Alimentação é o segundo pilar para uma gestação saudável. “A ideia de comer por dois não vale mais. O correto, atualmente, é alimentar-se de três em três horas e em porções menores. É essencial manter o equilíbrio para ter ingestão proteica balanceada, importante para a musculatura”, diz o ginecologista.

Tratamento
O tratamento varia de acordo com a gravidade da diástase de reto e sempre deve ser realizado com exercícios específicos, dirigidos por um fisioterapeuta ou outro profissional de saúde acostumado no acompanhamento de gestante. O médico reforça a importância de uma orientação nutricional e do acompanhamento da gestante quando a mesma mantém atividade física.

“A participação do fisioterapeuta é importante para orientar a gestante sobre atividade física e os tipos de exercícios a serem realizados na gestação e no puerpério. Por outro lado não menos importante é a orientação da nutricionista, pois, como já foi citado, a obesidade é um dos fatores causais de Diástase do reto abdominal”, diz.
O uso da cinta não é válido durante a gravidez, porém, é fundamental após – isto porque o abdômen está flácido e ela ajuda a minimizar os efeitos na musculatura.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

10 coisas que você precisa saber sobre gestantes com Diabetes

Seguem abaixo 10 coisas que todas as mamães com diabetes deve fazer e saber:

1   Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães com diabetes afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intrauterina. É importante programar a gravidez para que a futura mamãe esteja recebendo o devido tratamento.
 2 Caso a mãe engravide sem uma programação, não há motivo para pânico. O medo e apreensão dificultam o controle da taxa de glicemia no sangue. A melhor saída, em todos os casos, é ter confiança, procurar um médico imediatamente e seguir à risca todo o tratamento.
3  Bebês nascidos de mães com diabetes podem apresentar um maior risco de desconforto respiratório, macrossomia, policitemia com hiper viscosidade, hipoglicemia, malformações congênitas, hipocalcemia e hipomagnesemia, mas o controle glicêmico adequado durante a gravidez evita estes tipos de complicação.
4    Muitas mães se sentem culpadas e temerosas de que o filho venha a ter problemas por conta do diabetes, atitude que dificulta o tratamento. É preciso ter pensamento positivo sempre. O apoio da família, e em determinados casos, de um psicólogo são importantíssimos nesta fase.
5    Até o presente momento, não há estudos que comprovem a segurança de antidiabéticos orais, por isso, não são recomendados para realizar o controle de glicemia das gestantes. Mesmo atravessando a barreira placentária, porém em pouca quantidade, a insulina é o método mais eficaz e indicado pelos médicos para manter a glicemia controladaMulheres diabéticas que usam medicação oral não devem interromper o seu uso até a consulta médica, que deve ser providenciada o mais breve possível
6   Independente de o parto ser normal ou cesáreo, a mãe tem que ter uma assistência médica constante, pois a necessidade de insulina diminui após o nascimento do bebê, podendo provocar uma hipoglicemia na mãe.
7    automonitorização glicêmica, que é a prática do paciente diabético de medir e regulamentar a sua própria glicemia através de fitas e/ou aparelhos de uso doméstico, é fundamental na época da gestação. Junto ao pré-natal, é importantíssimo que a futura mamãe o realize constantemente, com orientação médica. 
8      A mulher deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para gestantes, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém, sempre respeitando seus limites. Mulheres que não costumam fazer exercícios físicos, devem aguardar a orientação do médico sobre o que podem fazer.
9   É importantíssimo cuidar da alimentação, praticar exercícios e realizar os exames recomendados, como fundo de olho e microalbuminúria a cada trimestre da gestação, de acordo com a indicação médica.
10  Na hora de escolher entre o parto normal ou a cesárea, a decisão é da paciente, que pode tirar dúvidas com o médico obstetra. A escolha do tipo de parto vai depender bastante do estado de saúde da mãe e do controle do diabetes. Por isso, há necessidade de uma assistência médica constante, de preferência com um obstetra especializado em gestações de alto risco. Cada vez aumenta o número de partos bem sucedidos de gestante com diabetes, com mãe e bebê perfeitamente saudáveis e sem complicações.



Como o fisioterapeuta contribui para proporcionar uma gestação saudável!!

A gravidez impõe algumas alterações fisiológicas que ocorrem em todos os sistemas do corpo da mulher. Estas alterações decorrem, principalmente, de fatores hormonais e mecânicos podendo gerar vários sintomas e desconfortos durante a gestação, porém não pode ser considerada uma condição patológica. A atuação fisioterapêutica é de grande importância no período pré-natal, onde se busca fortalecer e alongar a musculatura do assoalho pélvico evitando assim maiores complicações no momento do parto.Durante o primeiro trimestre gestacional a fisioterapia tem como objetivos acolher a gestante, promover relaxamento e sensibilidade da respiração, massagem nas mamas e aréola, além de exercícios para a formação e protusão do mamilo. No segundo trimestre trabalha-se de forma dinâmica a flexibilidade corporal, adequação da postura e estimulação mãe-filho. Durante o terceiro trimestre gestacional começa o preparo para o parto com técnicas de analgesia e treino da respiração. O fisioterapeuta contribui para proporcionar uma gestação saudável, conscientizando as gestantes da importância da prática da atividade física, além de ensiná- las técnicas que auxiliam o autocontrole durante o trabalho de parto, onde ocorrem mudanças na posição anatômica da pelve, na forma da musculatura, nas vísceras e no assoalho pélvico. A abertura do assoalho pélvico para a passagem da cabeça fetal é pequena, e consequentemente a cabeça empurra o assoalho pélvico para baixo até que tenha dilatação para passar por ela. Todas essas alterações podem ser minimizadas através da assistência fisioterapêutica. O puerpério é um período de grandes modificações corporais, portanto é necessário que a puérpera seja assistida por uma equipe multidisciplinar. A atuação da fisioterapia no pós-parto imediato visa promover a estimulação da tonicidade muscular abdominal e pélvica, estimulando o metabolismo, prevenindo o prolapso uterino evitando o surgimento de tromboses, além de conscientizá-las sobre a importância da continuidade dos exercícios iniciados neste período. O exercício pode ser iniciado logo após o parto, principalmente os de fortalecimento do assoalho pélvico, que além de fortalecer, aumenta a circulação e ajuda na cicatrização. A fisioterapia utiliza técnicas de cinesioterapia como o alongamento leve e fortalecimento adequado para a idade gestacional dos músculos perineais e abdutores da coxa reduzindo os sintomas de desconforto muscular, dor e melhorar a qualidade de vida. Utiliza ainda técnicas de treino respiratório que consiste em treinar a parturiente a controlar a sua respiração com o objetivo de manter o equilíbrio. Outra opção é o exercício com bola suíça, que pode ser usado para exercitar simultaneamente várias estruturas musculares melhorando assim a percepção sensorial destas em cada movimento] Dentre os vários recursos existentes para controle da dor do trabalho de parto, a eletroestimulação transcutânea (TENS) diminui a sensação dolorosa nas fases iniciais, retardando com isso a necessidade da utilização de métodos farmacológicos. A TENS pode ser utilizada como coadjuvante durante e após o parto como um recurso analgésico, bastante viável no controle da dor. A massoterapia é uma técnica que poderá ser utilizada, a fim de trazer alívio nos locais como: região lombar e membros inferiores. O fisioterapeuta é um profissional qualificado para assistir as parturientes durante o trabalho de parto tornando-o mais humanizado, menos traumático, doloroso e demorado. Assim sendo o presente estudo visa contribuir tanto para a sociedade, quanto para os profissionais da área da saúde, através de informações em relação à atuação da fisioterapia em obstetrícia.